Um jacaré-papo-amarelo adulto, com dois metros de comprimento, foi encontrado morto boiando nas águas da Lagoa Grande, em Feira de Santana, no último domingo (13). O animal foi avistado por moradores da região, que acionaram o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Detalhes
Para esclarecer as circunstâncias do óbito, o corpo do réptil foi recolhido por uma equipe do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Cruz das Almas e transferido para a unidade de Salvador, onde passará por exames de necropsia. As informações são do g1.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) aponta que a hipótese mais provável é a morte por causas naturais, considerando a fase adulta em que o animal se encontrava. A suspeita inicial de que o jacaré pudesse ter engolido materiais plásticos foi tratada como menos provável, uma vez que o espécime não apresentava sinais de emagrecimento, quadro comum em animais debilitados por obstrução estomacal.
Além disso, a pasta municipal destacou ao g1 que, a princípio, não há indícios de que o óbito esteja relacionado à poluição do manancial, classificando os jacarés como animais de alta resistência. Paralelamente ao caso do réptil, moradores também registraram episódios de mortalidade de peixes na lagoa. A Semam justificou ao portal que o fenômeno está associado às condições sazonais típicas desta época do ano, marcada por elevação na temperatura da água e alta densidade de peixes, fatores que podem provocar mortes naturais.
Responsabilidades e próximos passos: O Inema esclareceu que a atuação do Cetas concentra-se prioritariamente no resgate de fauna silvestre viva, mas que uma equipe foi mobilizada excepcionalmente para a remoção do animal. O órgão ambiental pontua ainda que a gestão e a conservação da Lagoa Grande ficam sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder). As causas definitivas do falecimento do jacaré só serão oficializadas após a conclusão dos laudos técnicos emitidos pelo Cetas de Salvador.



