O incêndio na Lagoa Salgada em Feira de Santana, que se espalhou recentemente devido à vegetação seca e um lençol de água misturado com lama, levou o Corpo de Bombeiros a alertar sobre o aumento das queimadas na cidade. A ocorrência gerou preocupação entre moradores e autoridades locais devido aos riscos à saúde respiratória e ao habitat natural.
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Em entrevista ao portal Acorda Cidade, o subtenente Josafá Santos do 2º Grupo de Bombeiros Militares (GBM) informou que a dificuldade de acesso ao local foi um dos desafios enfrentados pelas equipes. O subtenente explicou que a vegetação seca, junto com as altas temperaturas e a baixa umidade do ar, facilitam a propagação do fogo.
Segundo Josafá Santos, de janeiro a setembro deste ano, foram registrados 316 incêndios em Feira de Santana, com uma média de 35% de aumento em agosto e setembro em comparação com os meses anteriores. Ele também destacou que o El Niño tem contribuído para o aumento da incidência de focos de incêndio em áreas de vegetação.
As queimadas também são causadas por práticas humanas, como a queima de lixo em terrenos baldios. O subtenente alertou que queimar lixo ou vegetação em área urbana é crime ambiental, com punições severas previstas na Lei Federal 9.605 de Crimes Ambientais e no Decreto Estadual 15.180 de 2014.
Para debelar focos de incêndios, o Corpo de Bombeiros enfrenta dificuldades como terrenos particulares murados e grandes áreas, especialmente à noite, quando o risco aumenta. O subtenente Josafá Santos ressaltou a importância da conscientização por parte da sociedade para reduzir o número de queimadas e garantir a segurança das comunidades.



