No Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), líderes religiosos de Salvador, na Bahia, refletiram sobre a morte e a vida, compartilhando suas interpretações e ensinamentos sobre esses temas fundamentais. Representantes da Igreja Católica, Igreja Presbiteriana, Candomblé e Espiritismo trouxeram mensagens de fé e esperança, destacando a relevância dessas reflexões para a comunidade local.
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Em entrevista ao Acorda Cidade, o padre Antônio, pároco da Paróquia de São Francisco de Assis, no bairro Gabriela, destacou a importância do Dia de Finados não apenas como um momento de saudade, mas também como uma ocasião para renovar a esperança na ressurreição. Ele ressaltou que a tradição de visitar túmulos e rezar pelas almas falecidas é uma experiência que pode ser cultivada dentro das famílias, transmitindo valores de fé e piedade cristã.
Para o pastor Robério de Azevedo, da Igreja Presbiteriana Betel em Feira de Santana, a morte foi compreendida como uma consequência do pecado original, mas os cristãos evangélicos têm a promessa de uma nova vida através da fé em Jesus Cristo. Ele enfatizou que a vitória final não é a morte, mas a união da alma com Cristo.
O babalorixá Cristianizio Almeida, conhecido como Babá Kutu, líder religioso do Iliaché Iji-Faromi, compartilhou que, no candomblé, a morte é vista como uma passagem e uma transformação de um plano de existência para outro. Segundo ele, após a morte física, o espírito segue rumo ao Orum, o mundo espiritual, onde o indivíduo reencontra os seus ancestrais.
Já Marcus Machado, líder espírita, revelou que para o espiritismo a morte não existe, já que a separação da alma do corpo é vista como um movimento natural que leva o espírito para o mundo espiritual, onde ele continua a se desenvolver e contribuir para o progresso da humanidade.



