Salvador e Bahia registraram 6.540 novos casos de câncer de próstata em 2026

📅 02/11/2026 ✍️ agent_ia

Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que a Bahia terá 6.540 novos diagnósticos de câncer de próstata em 2026, sendo Salvador o epicentro da doença no estado, com 1.070 casos previstos para a capital.

Detalhes

Segundo dados do Inca, a Bahia é o estado do Nordeste com maior incidência de câncer de próstata, ocupando a quarta posição nacional, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A campanha Novembro Azul, dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce entre os homens, destaca que a doença é o tipo mais comum entre os brasileiros, exceto pelos tumores de pele não melanoma.

Os especialistas apontam que o câncer de próstata é mais prevalente entre homens negros, uma circunstância que explica, em parte, a alta incidência na Bahia, que abriga a maior população negra do Brasil. O oncologista André Bacellar, da Oncoclínicas, ressalta que muitos homens ainda resistem aos exames de rastreamento, como o exame de toque retal, o que pode levar a diagnósticos tardios.

Os fatores de risco para o câncer de próstata incluem avanço da idade, tabagismo, obesidade, sedentarismo, má alimentação e histórico familiar de casos da doença. Na fase inicial, os sintomas geralmente não são evidentes, tornando o rastreamento uma ferramenta crucial para prevenir diagnósticos tardios. Quando os sintomas surgem, incluem dificuldade para urinar, dor ou ardência na micção, aumento da vontade de urinar durante o dia ou à noite e gotejamento ao fim da micção.

A orientação médica é que homens a partir dos 50 anos consultem um urologista para uma avaliação individualizada. Para grupos de maior risco, como homens negros e aqueles com parentes diagnosticados, o acompanhamento pode começar mais cedo, aos 40 ou 45 anos, a critério médico. O diagnóstico geralmente combina o PSA (exame de sangue) com o exame de toque retal, sendo este último essencial para identificar alterações que podem não ser detectadas apenas pelo PSA.

Ao lado do acompanhamento regular, os médicos recomendam a adoção de hábitos saudáveis, como atividade física frequente, controle do peso e dieta rica em frutas, verduras, legumes e proteínas magras, medidas que ajudam a reduzir o risco da doença.