O canoísta baiano Isaquias Queiroz voltou a subir ao lugar mais alto do pódio em um Campeonato Mundial. O atleta conquistou, neste sábado (29), o título do C1 500m no Mundial de Canoagem Velocidade, disputado em Poznań, na Polônia. Com a vitória, o atleta chegou ao oitavo ouro da carreira na competição e ampliou para 15 o número de medalhas conquistadas em Mundiais.
Natural de Ubaitaba, no interior da Bahia, Isaquias completou a prova em 1min46s08 e garantiu a medalha de ouro. O tcheco Martin Fuksa terminou na segunda colocação, com 1min46s32, enquanto o chinês Ji Bowen ficou com o bronze, ao marcar 1min47s10. O resultado também marcou a quinta vez que o brasileiro se tornou campeão mundial no C1 500m. Antes deste sábado, ele havia conquistado o ouro na mesma prova em 1998, 1999, 2003 e 2007. Além dos cinco títulos no C1 500m, Isaquias já havia sido campeão mundial no C2 500m, em 2018, no C2 1000m, em 2015, e no C1 1000m, em 2019. O brasileiro também é dono de cinco medalhas olímpicas.
Detalhes
Durante a disputa em Poznań, Isaquias largou em ritmo forte na raia 5 e permaneceu na briga pela liderança ao longo do percurso. Fuksa, conhecido por ganhar força nos metros finais, chegou a ameaçar a liderança brasileira, mas não conseguiu ultrapassar o baiano. Após a prova, Isaquias destacou a importância de conquistar novamente o título mundial e projetou a preparação para os próximos Jogos Olímpicos. " Muito feliz em me tornar campeão novamente. Quatro vezes campeão no C1 500m. Agora é continuar treinando, porque o foco é Los Angeles (2028).
O título veio um dia depois de o brasileiro disputar a final do C1 1000m. Na prova realizada na sexta-feira (28), Isaquias terminou na última colocação e ficou fora do pódio. O C1 1000m é a prova individual prevista no programa olímpico de Los Angeles 2028. Apesar disso, o resultado do C1 500m também tem importância na corrida pela classificação para os Jogos, já que o desempenho na distância contribui para o ranking mundial utilizado na definição das vagas olímpicas. Por esse motivo, Isaquias tem adotado uma estratégia de preservação física e evitado disputar com a mesma frequência a prova mais longa. O objetivo é administrar o desgaste e chegar em melhores condições à preparação para os Jogos de Los Angeles.



