A Escola Municipal Amélia Rodrigues, no Tororó, em Salvador, recebeu nesta sexta-feira (28) o lançamento do Engenhoka, projeto nacional que aproxima arte, tecnologia e robótica do cotidiano de estudantes da rede pública de ensino. A iniciativa, realizada pelo Instituto Burburinho Cultural, vai oferecer aos estudantes da unidade 40 horas de formação em robótica educacional e artes visuais.
Durante a inauguração, os alunos conheceram a proposta do projeto e a estrutura do estúdio maker instalado na escola, que conta com impressoras 3D, tablets e materiais para a realização das atividades. A metodologia prevê a criação de protótipos e robôs a partir de referências das artes visuais, estimulando os estudantes a experimentarem diferentes formas de criação e a compreenderem como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar na criação de novos objetos e ideias.
Integrando arte e tecnologia
“O Engenhoka chega à escola trazendo a tecnologia como ferramenta para a construção de protótipos, mas sempre em diálogo com a arte. A proposta é mostrar que um robô também pode ser uma criação artística, permitindo que os estudantes explorem movimentos, formas e ideias para construir seus próprios projetos”, explica Priscila Seixas, presidente do Instituto Burburinho Cultural.
Alinhado às novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre computação, que prevê a integração da cultura digital e do pensamento computacional à jornada dos estudantes, o Engenhoka também se apresenta como uma iniciativa de impacto social. Para a produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, Joelma Veiga, “a aproximação entre cultura, educação e tecnologia amplia as possibilidades de futuro dos alunos, ao criar oportunidades para que reconheçam seus próprios talentos e se percebam capazes de ocupar diferentes espaços na sociedade”.
Estímulo à criatividade e ao acesso à tecnologia
Na escola, a chegada do projeto também é vista como uma oportunidade de ampliar o contato dos estudantes com recursos tecnológicos. Para a diretora Cátia Machado, a iniciativa representa “um estímulo à criatividade e acesso à tecnologia”. Segundo ela, os alunos já demonstraram entusiasmo com a novidade e a permanência do estúdio maker, permitindo que outros alunos continuem desenvolvendo suas ideias.
Entre os estudantes, a expectativa também é de descobrir novas possibilidades. Tauan Jorge, de 11 anos, conta que espera aprender sobre programação e robótica durante as atividades. “Minha expectativa é que seja um projeto muito legal e que eu possa aprender bastante sobre programação, robótica e outras coisas novas. Eu gosto muito de jogos e acho que vai ser muito interessante aprender como essas tecnologias funcionam”, afirma.
Também aos 11 anos, Sofia de Oliveira chegou ao lançamento animada com a oportunidade de participar da formação. Para ela, o projeto pode ajudar os alunos a ultrapassarem os limites do que imaginam ser possível. “Eu quero que esse projeto vá além, porque, se a gente quiser, consegue fazer coisas inimagináveis. Estava muito ansiosa e esperei bastante por esse momento. Agora estou muito feliz e quero aprender coisas novas”, conta.
Formação e continuidade
O Engenhoka está em sua terceira edição e, com a chegada a Salvador, passa a contar com seis polos educacionais em diferentes regiões do país. Ao todo, a iniciativa reúne 420 estudantes de escolas públicas dos estados do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Bahia. Ao final da iniciativa, os equipamentos e o mobiliário do estúdio maker serão doados à escola, permitindo que a estrutura continue sendo utilizada pelos estudantes mesmo após o encerramento do projeto.



