A Bahia está prestes a alcançar um marco histórico na produção de algodão. A safra 2025/26 deve superar, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de toneladas de pluma, segundo estimativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Com cerca de 80% da colheita já concluída, o resultado reforça a força do agronegócio baiano e consolida o estado como um dos principais polos produtores do país.
Detalhes
Segundo maior produtor de algodão do Brasil, a Bahia destinou aproximadamente 417,9 mil hectares à cultura nesta safra. A maior parte das lavouras está concentrada no Oeste baiano, região que reúne municípios como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Barreiras, Correntina e Riachão das Neves.
A produtividade das lavouras também chama atenção. A estimativa é de aproximadamente 2.360 quilos de pluma por hectare, desempenho superior à média nacional projetada para o ciclo. Com a continuidade da colheita, os números ainda podem avançar. Atualmente, a produtividade média entre áreas de sequeiro e irrigadas está em torno de 2.362 quilos por hectare, com possibilidade de chegar próxima a 2.394 quilos por hectare até o encerramento da safra.
O desempenho da Bahia acompanha um cenário positivo para a cotonicultura brasileira. A produção nacional de 2025/26 é estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,99 milhão de hectares. Mesmo diante de uma redução da área plantada em relação ao ciclo anterior, a produtividade média do país apresentou crescimento.
No território baiano, as lavouras que permanecem em processo de colheita também vêm apresentando resultados positivos, especialmente nas áreas irrigadas. O crescimento da área cultivada nesta safra ocorreu principalmente nesse sistema, incluindo o uso da chamada irrigação de “salvamento”, estratégia adotada para garantir o desenvolvimento das plantas durante períodos de menor disponibilidade de chuvas.
Com a safra 2025/26 caminhando para um recorde histórico, a Bahia demonstra a capacidade de aliar produção, produtividade e tecnologia, fortalecendo sua posição na cotonicultura brasileira e abrindo novas oportunidades para a expansão da atividade e para a conexão do Oeste baiano com mercados dentro e fora do país.



