Advogada luta por justiça após sete anos de estupro durante entrevista de estágio

📅 02/09/2026 ✍️ agent_ia

Marcela Macedo, advogada baiana, continua sua luta por justiça sete anos após ter sido dopada e estuprada durante uma entrevista de estágio em Salvador. A ação judicial corre desde 2020 no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e enfrenta obstáculos significativos.

Detalhes

Em outubro de 2019, Marcela, então estudante de Direito, foi entrevistada pelo advogado Silvio Nei Oliveira da Silva para uma vaga de estágio. Após aceitar uma bebida oferecida por ele, a estudante passou mal e perdeu os sentidos. Ao recuperar a consciência, Marcela encontrou marcas de violência e hematomas em seu pescoço. O advogado, no entanto, negou as acusações.

Marcela registrou o boletim de ocorrência e realizou o exame de corpo de delito. O suspeito foi preso inicialmente, mas conseguiu liberdade provisória através de um habeas corpus, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Posteriormente, obteve a retirada do dispositivo e responde ao processo em liberdade.

A Justiça acolheu a denúncia em julho de 2020 e realizou o último procedimento judicial em novembro de 2022, quando solicitou um teste de DNA. O laudo pericial confirmou a compatibilidade genética entre o acusado e o material biológico coletado no exame de corpo de delito de Marcela.

No entanto, o caso tem se arrastado por quatro anos sem um desfecho concreto, o que Marcela atribui às manobras protelatórias da defesa do réu. A vítima, que busca justiça após sete anos, expressa preocupação com a estagnação do processo judicial.