A Polícia Civil (PC) prendeu nesta terça-feira (15) três pessoas em Salvador (BA), durante a Operação Sem Lastro, que apura um esquema de criação e negociação de mais de mil títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, entre eles duplicatas falsas. Conforme a investigação, os documentos movimentaram mais de R$ 32 milhões e causaram um prejuízo superior a R$ 15 milhões.
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Para dar aparência de legalidade ao esquema, os suspeitos se valiam de empresas do setor veterinário, voltadas à venda e ao armazenamento de ração e insumos, o que possibilitava a emissão dos títulos no mercado financeiro. Um casal foi detido no bairro Jardim Armação, e a terceira prisão ocorreu no Jardim das Margaridas. Celulares, tablets, escrituras, cadernos e comprovantes bancários foram apreendidos e devem auxiliar no andamento das apurações.
Segundo a polícia, os investigados fabricavam títulos que simulavam dívidas de empresas reais, negociando-os no mercado financeiro como se fossem resultado de operações comerciais genuínas, o que, na prática, nunca aconteceu. Ao todo, foram identificadas mais de mil duplicatas falsas, associadas a mais de 200 empresas apontadas como devedoras sem terem, de fato, realizado qualquer negócio.
Cada um dos presos desempenhava uma função específica: Caio Vinícius Sande Santos, contador, cuidava das áreas financeira e comercial; Kaliana Argolo de Oliveira, administradora, atuava na área financeira e contábil; e Adriana Gonçalves Sande Santos, médica-veterinária e esposa do principal investigado, respondia pela área patrimonial e societária.
O delegado José Nélis, responsável pela operação, afirmou que o esquema atingiu diretamente comerciantes e investidores, além de diversas pessoas que tiveram seus nomes protestados indevidamente por títulos que não correspondiam a dívidas reais. Os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes, levando alguns deles à falência.



