Alerta de sobrevivente sobre atraso na pesquisa da polilaminina

📅 29/08/2026 ✍️ agent_ia

Bruno Drummond de Freitas, de 31 anos, tetraplégico desde os 23 anos, voltou a chamar atenção para a pesquisa brasileira que pode representar uma nova esperança para pessoas com lesões na medula espinhal. Após um acidente de carro em 2018, ele recebeu a polilaminina experimental e recuperou progressivamente os movimentos. Hoje, ele consegue andar, trabalhar e praticar exercícios.

Em um vídeo publicado recentemente, Bruno fez um desabafo sobre a demora para o início do estudo clínico de fase 1 da polilaminina e chamou a atenção para as novas regras para o uso compassivo da substância. “Se meu acidente acontecesse hoje, eu ficaria de fora”, afirmou.

Bruno sofreu o acidente durante uma viagem entre São Paulo e Teresópolis, no Rio de Janeiro. O trauma provocou uma grave lesão cervical e deixou o jovem sem movimentos nos braços e nas pernas. Menos de 24 horas depois, ele recebeu a polilaminina experimental e começou a apresentar uma recuperação progressiva.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em 5 de janeiro de 2026, o estudo clínico de fase 1 da polilaminina. A pesquisa prevê a participação de cinco pacientes adultos, entre 18 e 70 anos, com lesões agudas e completas da medula torácica, entre as vértebras T2 e T10, que tenham indicação cirúrgica e possam receber a substância em até 72 horas após o trauma.

A demora para o início da inclusão de participantes, porém, deixou Bruno frustrado. “Estamos quase em setembro e até agora nenhum paciente foi captado”, afirmou.

Apesar da cobrança, Bruno faz questão de ressaltar que não defende que a polilaminina seja liberada para a população sem que os estudos necessários sejam realizados. Para ele, o caminho é justamente acelerar a pesquisa científica de forma responsável.

Detalhes

A pesquisa ganhou recentemente um novo capítulo importante. Em 4 de agosto de 2026, foi publicado na revista científica Spinal Cord, do grupo Nature, o primeiro estudo piloto revisado por pares sobre o tratamento. O trabalho acompanhou oito pacientes com lesões traumáticas completas da medula que receberam uma aplicação intramedular de polilaminina. Entre os pacientes que sobreviveram e puderam ser acompanhados, foram observadas recuperações neurológicas.